sábado, 5 de junho de 2010

Canções tradicionais portuguesas

ANDORINHA DA PRIMAVERA

Andorinha de asa negra
Aonde vais,
Qua andas a voar tão alto
Leva-me ao céu contigo, vá
Que eu lá de cima
Digo adeus ao meu amor

Ó andorinha da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era, ó andorinha,
Na Primavera poder voar

Andorinha de asa negra
Aonde vais,
Que andas a voar tão alto
Leva-me ao céu contigo, vá
Que eu lá de cima
Digo adeus ao meu amor

Ó andorinha da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era, ó andorinha,
Na Primavera poder voar

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A História

Ao analisar factos históricos, evita ser profundo, pois muitas vezes as causas são bastante superficiais.
R.W. Emerson (filósofo e poeta norte-americano, 1803-1882)

A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias.
Ch.-A. de Tocqueville (historiador francês, 1805-1859)

Mário Botas




“Seldom we find” says Solomon Don Dance
“Half an idea in the profoundest sonnet”
E.A.Poe


A fisionomia, o carinho das coisas impalpáveis,
o balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na pedra,
correio subtil de Lesbos para Marte.


Antinous visitou-me. Deixou a casa desarrumada
e um projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil da memória eu durmo e sou eu
deuses de papelão sentando-se a meu lado.


No leito fluvial por onde dorme o cisne
chamam por mim os outros príncipes. Todos
irmãos.


Escuridão nova na velha escuridão,
efeito de luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He is a poet, isn’t he?

Mário Botas

terça-feira, 25 de maio de 2010

Canções tradicionais portuguesas

LIRA
(Ilha Terceira)

Morte que mataste lira
Morte que mataste lira
Mata-me a mim que sou teu

Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a lira morreu

Da aldeia veio um pastor
Da aldeia veio um pastor
À minha porta bateu

Veio-me dar por notícia
Veio-me dar por notícia
Que a minha lira morreu

domingo, 23 de maio de 2010

Canções tradicionais portuguesas

 DESANDA A RODA
(Alto Alentejo)




Desanda, desanda a roda
Desanda para casar(e)
É quero escolher na roda
O par que mais me agradar


O par que mais m'agradar(e)
(E) o par que melhor me for(e)
Desanda, desanda a roda
Vai escolher o tê amor(e)


Mas ê nã te quero a ti
Nem a ti nem a ninguém
Mas sempre me resolvi
Ó meu adorado bem


Ó meu amor, meu amor
Ensina-me a tua arte
Ensina-me a aborrecer-te
Que eu não sei senão amar-te