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sexta-feira, 30 de junho de 2017
terça-feira, 27 de junho de 2017
CUBO FUTURISMO RUSSO
O
Manifesto Futurista de 1909, de Filippo Tommaso Marineti, teve grande
repercussão nos movimentos artísticos do início do século. Os Futuristas
defendiam uma arte nova, a destruição do que é antigo, o triunfo
tecnológico do homem sobre a natureza. JANSON (1996, p.371) afirma que
“o movimento futurista italiano, de curta duração, exemplifica esta
atitude; […] seus fundadores lançaram um manifesto que rejeitava
violentamente o passado e exaltava a beleza da máquina.”:
“Para
que olhar para trás, no momento em que é preciso arrombar as portas
misteriosas do impossível? O tempo e o espaço morreram ontem.” (trecho
do Manifesto futurista)
Os
futuristas admiravam, sobretudo, a velocidade e tecnologia. Também era
citada a exaltação da juventude e da violência. ”Exigiam a destruição
dos museus e seu ódio voltava-se contra a tradição da arte” (BAUMGART,
1999, p.1). O novo contexto mundial, como as grandes mudanças que
ocorriam nos campos sociais, econômicos, políticos, viriam a ser
acompanhados das mudanças culturais. O momento é de transição. Assim
como o dinamismo evidente no começo do século, os futuristas reproduziam
e amplificavam essa percepção. O início do século é marcado por
progressos tecnológicos. Contudo, os futuristas russos “nunca
glorificavam a máquina, menos ainda como um instrumento de guerra”
(JANSON, 1996, p.1)
Na
Rússia, o futurismo foi chamado de Cubo-futurismo, como cita JANSON
(1996, p.372) “[…] adotou o estilo de Picasso e baseou suas teorias em
manifestos futuristas.” Um conceito para o pensamento cubo-futurista é o
zaum, termo que não tem equivalência no ocidente. “[…] inventado pelos poetas russos, zaum era uma linguagem do trans-sentido […] baseada em novas formas de palavras numa nova sintaxe.” (JANSON, 1996, p.373).
O
termo Futurismo Russo, também amplamente empregado, serve para
descrever os artistas que adotaram o Manifesto Futurista. O grupo Hylea,
formado por artistas como Vladimir Mayakovski e David Burlyuk, publicou
em 1912 um manifesto chamado “A slap in the Face of Public Taste”, que
pode ser mais bem traduzido por “Bofetada no gosto público”. “[…] o
futurismo é uma certa simbiose entre Burliuk, que “ultrapassou” o tempo de maestria, e a consciência socialista de Maiakovski.” (MIKHAILOV, 2008, p.75) e ainda:
É
notável a avaliação de R.V. Duganov, autor de pesquisas sobre o
futurismo e sobre Vielemir Khliebnikov: “O assunto era de vida ou morte
da arte em geral. E a questão não eram os caminhos de seu
desenvolvimento e aperfeiçoamento, mas a reviravolta brusca da estética,
limpar e destruir até achar sua natureza primitiva. Pode se dizer que
no futurismo a arte extravasava sem perder sua essência.” (MIKHAILOV,
2008, p.93)
A
rejeição do manifesto era grande entre os artistas, já que pregavam a
destruição do passado. “No manifesto, a idéia norteadora é da negação,
formulada da forma mais leve e irresponsável.” (MIKHAILOV, 2008, p.88).
Os
futuristas russos trabalhavam muito com tipografia, no significado das
formas das letras e em seu layout num cartaz ou em uma poesia. Portanto,
um poeta trabalha com as letras em seu poema assim como um pintor
arranja as cores e formas de sua obra.
A
combinação de Cubismo e Futurismo propiciou o aparecimento posterior de
inúmeros movimentos artísticos. Segundo JANSON (1996, p. 373) “Embora
os cubos-futuristas sejam mais importantes como teóricos do que como
artistas, eles serviram de trampolim para os movimentos russos
posteriores”.
Contudo, “Maikovski, provavelmente, tinha consciência de que a pintura não era sua vocação.” (L.F. Jeguin apud MIKHAILOV,
2008, p.78). Percebe-se que Maiakovski não tinha extrema predileção
sobre a pintura, embora muitos de seus cartazes tenham servido de
referência para o Construtivismo.
Seus
poemas são carregados de engajamentos pró-Revolução, com grande
sentimento revolucionário. Nos primórdios da revolução, Maiakovski ajuda
a consolidar a revolução, tanto no lado político ideológico como no
lado cultural. Porém, alguns anos depois, o caráter revolucionário deixa
de existir só, e passa a contracenar com as sátiras.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Claude Monet
Mestre em Artes Visuais (UDESC, 2010)
Graduada em Licenciatura em Desenho e Plástica (UFSM, 2008)
Graduada em Licenciatura em Desenho e Plástica (UFSM, 2008)

Claude Monet, em 1899. Foto de Nadar (Gaspard-Félix Tournachon). / via Wikimedia Commons
Nos anos que se seguiram Monet conheceu Camille Doncieux com que viria a ter dois filhos, Jean e Michel. Em 1879 Camille morreu de tuberculose.
Em 1861 foi convocado para servir o exército e defender a França na guerra. Após quase um ano na Argélia, Monet volta à França e retoma seus estudos ao ar livre, passando a estudar com Charles Gleyre. Em 1866, Monet expôs o retrato de Camille Doncieux em um Salão.
Em 1874 foi realizada em Paris a primeira exposição dos impressionistas, contando com obras de Monet, Renoir, Degas e Cézanne. O termo Impressionismo, deriva do quadro de Monet chamado Impressão, sol levante (1872). Em função da exposição um jornalista da época Louis Leroy atacou a obra de Monet num artigo intitulado “Exibição dos impressionistas” para o jornal Le Charivari.
Em 1880 Monet realiza sua primeira exposição individual, que foi um sucesso. O público começava a ver com bons olhos as pinturas impressionistas.
Monet passou por sérias dificuldades financeiras, porém tinha um fiel comprador de suas obras, o milionário Ernest Hoschedé. Anos mais tarde Monet viria a casar com a esposa do seu comprador, Alice Hoschedé, após ambos ficarem viúvos.
Em 1883 Monet mudou para Giverny e em 1892 casou-se com Alice, estabelecendo-se numa grande propriedade as margens do rio. Monet continuava seus estudos impressionistas e na década de 1890 pintou uma série da Catedral de Rouen em diferentes horários e pontos de vista, desde o amanhecer até o anoitecer. O jardim de sua residência em Giverny também foi inspiração para uma série de obras chamada Ninfeias.
Um dos pilares da pintura impressionista era retratar o que a mente concebe da paisagem em detrimento ao que olho humano vê. Nesse sentido Monet desenvolveu técnicas que o ajudariam a representar essa realidade. Usando pinceladas firmes e fragmentadas, por exemplo, Monet retratava a ondulação e os reflexos da água com genialidade.
No fim de sua vida Claude Monet sofreu com catarata o que afetou seu entusiasmo para continuar seus estudos. Monet morreu em 1926 e encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny.
Referências bibliográficas:
O mais dedicado impressionista. Disponível em: < http://mestres.folha.com.br/pintores/04/ >.
Os Grandes Artistas – romantismo e impressionismo: Degas, Toulouse-Lautrec, Monet. Editora Nova Cultura LTDA, São Paulo, 1991.
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